Os indicadores de sustentabilidade ambiental por bacias hidrográficas apresentados pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social) nesta quinta-feira (27) mostram que o Paraná possui 12% de seu território com cobertura vegetal nativa, com perda de 0,6% nos últimos três anos, o que é considerado estável. De 1980 para 2008, a perda foi de 3,5%. O índice mínimo de cobertura vegetal para se garantir a sobrevivência da biodiversidade é de 10%.
“A estabilização da perda vegetal é reflexo dos investimentos que o Estado vem fazendo na recuperação e conservação destas áreas”, observou Ana Claudia Muller, pesquisadora do Ipardes. Para ela, uma das prioridades em gestão ambiental deve ser a recomposição das matas nativas, principalmente nas regiões Norte e Noroeste do estado, que possuem as áreas mais devastadas.
Outro bom indicador apresentado pelo estudo é que 274 municípios, que correspondem a quase 70% do total do estado, já possuem instrumentos de gestão ambiental, como conselhos, consórcios intermunicipais e comitês de bacias hidrográficas.
AGROTÓXICO - Um dado inédito e muito importante que o estudo trouxe foi em relação ao uso de agrotóxicos, já que o Paraná possui 80% de seu território ocupado pela produção agropecuária. O Paraná utiliza 12 quilos de agrotóxico por hectare ao ano, enquanto a média brasileira de consumo é de 4 quilos/ha/ano.
Os agrotóxicos utilizados no estado são considerados “muito perigosos” e “perigosos”, numa classificação que vai de “pouco” a “altamente perigoso”. Destes agrotóxicos, 60% são herbicidas. As regiões que mais consomem são a de Cascavel (23kg/ha/ano), Londrina (21 kg/ha/ano) e Ponta Grossa (20 kg/ha/ano). Nestas regiões, há também o uso de agrotóxico com o máximo nível de periculosidade.
ÁGUA – O Paraná utiliza 2,6% de seu potencial hídrico superficial (aquele que não está no subterrâneo). O maior consumo está concentrado na bacia do Alto Iguaçu, na Região Metropolitana de Curitiba, onde o maior gasto de água ocorre no abastecimento público. Já na bacia do Alto Tibagi (região de Ponta Grossa), o maior consumo é na indústria, principalmente na de papel, e celulose e bebidas. Na bacia do Baixo Iguaçu, a maior demanda é na pecuária.
“O Paraná, assim como o Brasil, apresenta um bom potencial hídrico superficial. Na Espanha, por exemplo, 60% da utilização das águas vem do subterrâneo, pois esgotaram-se todas as possibilidades de exploração na superfície, responsável pelos 40% restantes”, indicou Ana Claudia.
TRANSPORTE – No Paraná, a taxa de veículos particulares para cada mil habitantes é de 90% e 10% é de transporte coletivo. São 3,88 ônibus para cada mil habitantes e 37 veículos particulares para cada mil. “Para um país em desenvolvimento, ainda é uma taxa muito elevada de veículos particulares em detrimento aos coletivos quando comparamos aos índices de países mais desenvolvidos, como os da União Européia”, analisou Ana Claudia.
“A estabilização da perda vegetal é reflexo dos investimentos que o Estado vem fazendo na recuperação e conservação destas áreas”, observou Ana Claudia Muller, pesquisadora do Ipardes. Para ela, uma das prioridades em gestão ambiental deve ser a recomposição das matas nativas, principalmente nas regiões Norte e Noroeste do estado, que possuem as áreas mais devastadas.
Outro bom indicador apresentado pelo estudo é que 274 municípios, que correspondem a quase 70% do total do estado, já possuem instrumentos de gestão ambiental, como conselhos, consórcios intermunicipais e comitês de bacias hidrográficas.
AGROTÓXICO - Um dado inédito e muito importante que o estudo trouxe foi em relação ao uso de agrotóxicos, já que o Paraná possui 80% de seu território ocupado pela produção agropecuária. O Paraná utiliza 12 quilos de agrotóxico por hectare ao ano, enquanto a média brasileira de consumo é de 4 quilos/ha/ano.
Os agrotóxicos utilizados no estado são considerados “muito perigosos” e “perigosos”, numa classificação que vai de “pouco” a “altamente perigoso”. Destes agrotóxicos, 60% são herbicidas. As regiões que mais consomem são a de Cascavel (23kg/ha/ano), Londrina (21 kg/ha/ano) e Ponta Grossa (20 kg/ha/ano). Nestas regiões, há também o uso de agrotóxico com o máximo nível de periculosidade.
ÁGUA – O Paraná utiliza 2,6% de seu potencial hídrico superficial (aquele que não está no subterrâneo). O maior consumo está concentrado na bacia do Alto Iguaçu, na Região Metropolitana de Curitiba, onde o maior gasto de água ocorre no abastecimento público. Já na bacia do Alto Tibagi (região de Ponta Grossa), o maior consumo é na indústria, principalmente na de papel, e celulose e bebidas. Na bacia do Baixo Iguaçu, a maior demanda é na pecuária.
“O Paraná, assim como o Brasil, apresenta um bom potencial hídrico superficial. Na Espanha, por exemplo, 60% da utilização das águas vem do subterrâneo, pois esgotaram-se todas as possibilidades de exploração na superfície, responsável pelos 40% restantes”, indicou Ana Claudia.
TRANSPORTE – No Paraná, a taxa de veículos particulares para cada mil habitantes é de 90% e 10% é de transporte coletivo. São 3,88 ônibus para cada mil habitantes e 37 veículos particulares para cada mil. “Para um país em desenvolvimento, ainda é uma taxa muito elevada de veículos particulares em detrimento aos coletivos quando comparamos aos índices de países mais desenvolvidos, como os da União Européia”, analisou Ana Claudia.